Revista Acontece Sul

Arquitetura - Bidê: passado, presente e futuro

Por Arquitetura - Thaïs Geremia em Arquitetura - sexta, 30 de agosto de 2013

Na definição da Wikipédia, “bidê é um objeto sanitário, com formato de bacia oblonga, para lavagem das partes inferiores do tronco (partes íntimas) assim como os pés, que pode incluir uma pequena ducha na qual há um misturador para água quente, fria ou ambas que lança no sentido vertical.”
A falta de espaço nos banheiros, assim como o pouco uso que muitas pessoas fazem do bidê, estão banindo o tradicional aparelho sanitário dos lares. No entanto, muitos usuários resistentes reivindicam suas vantagens higienizadoras e longe de considerá-lo uma relíquia, lhe desejam vida longa.
A palavra bidê é de origem francesa e significa “pony”, referindo-se a posição adotada ao sentar-se - em Francês arcaico, “bider” significava trotar. Em suas formas iniciais estava colocado sobre um cavalete e se usava no dormitório. Algumas fontes sugerem que foi inventado no fim do século VII pelos franceses, com receptáculo de água destinado aos ginetes doloridos.
Embora não se saiba exatamente a data e o inventor, o aparato aparece, comercialmente anunciado, em París a partir de 1739. E por 1770, quando a mobilia do banheiro começa adquirir alguma complexidade e a antesala do lavabo toma novas formas, o bidê já aparece como elemento incorporado ao banheiro.
Mais de dois séculos depois, a demanda por esta bacia com ducha vive suas piores baixas, pelo menos no Brasil e em diversos países da Europa de sorte que a pergunta é inevitável: Estamos assistindo a morte lenta do bidê?
Sondagem Higiênica: Na falta de um estudo rigoroso sobre o uso do bidê, a Decoesfera (revista da web especializada em decoração) publicou os resultados de uma enquete envolvendo cerca de 250 internautas: 46% dos participantes optam pelo bidê como uma boa solução higiênica, enquanto que 54% não o utilizam ou simplesmente não têm bidê em suas casas. Observa-se que entre os referidos 46% favoráveis, 20% o utilizam de maneira esporádica, restando apenas 26% que o consideram imprescindível para a higiene diária.
Então, os detratores ganham apenas por 9% de diferença. Deles, os comentários são: “... é um antigo objeto desnecessário”. “... em vez disso eu coloquei um armário, muito mais prático”. “Usar bidê não converte você numa pessoa mais limpa e o associa a pessoas que não costumam tomar banho com frequência”. “É anti-higiênico...”
Já os argumentos dos favoráveis, parecem menos preconceituosos: “Tomar banho todos os dias não é incompatível com uso do bidê...” “... o bidê deve ser usado por uma razão fundamental: SAÚDE...”.
Na opinião desta articulista, o fator preponderante na queda de demanda do bidê é o custo da área construída necessária para sua instalação. Daí fica minha sugestão de que adotemos a solução que vem do Oriente, o 2 em 1 japonês: um vaso sanitário com todas as suas funções tradicionais e mais as funçōes de bidê, abarrotado de eletrônica embarcada e com muitas outras bondades higiênicas, tipo assento aquecido, ducha multifuncional, temperaturas programáveis, xampu, perfume, secador, música, ruídos abafadores, etc. Só para falar o que já existe.
Na sua evolução o produto será um “smart-vasobide” ou um “i-bidê”, 3D, com tecnologia desenvolvida através da física quântica, capaz de receber “aplicativos” baixados de uma loja virtual. Tudo para o usuário interagir com outro “bidênauta” “on line” localizado em outro país ou, quem sabe, em outro planeta... - simples assim.
 

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