Revista Acontece Sul

Arquitetura - Europa ou Estados Unidos?

Por Arquitetura - Thaïs Geremia em Arquitetura - quarta, 09 de maro de 2016

Você prefere, para morar, prédios mais altos ou mais baixos? Andares altos com grande vista ou andares baixos mais próximos aos jardins? Menos unidades por pavto., em prédios mais altos, ou mais unidades por pavto., em prédios mais baixos? São muitas dúvidas e variáveis não é verdade? Mas será que, de fato, existe um modelo ideal?
A verticalização, em prédios, é uma característica tipicamente americana enquanto que os prédios mais baixos, mais horizontais, estão mais relacionados à cultura européia. Nas faculdades de arquitetura e nos mercados de todo o mundo há adeptos às duas escolas todavia sem um consenso. As críticas à ambos são abundantes porquê dificilmente a edificação proposta agrada aos adeptos de uma ou outra linha. Mas e se houvesse um modêlo que juntasse ambos? Não seria bom?
Foi pensando nisto que o escritório de arquitetura dinamarquês BIG (Bjarke Ingels Group) propôs o “VIA 57West” em Nova Iorque. O prédio, localizado na “625 W 57th St”, é uma proposta híbrida entre os prédios de perímetro de quarteirão europeus e os tradicionais arranha-céus de Manhattan buscando combinar as vantagens de ambos. Atingindo três esquinas de um quarteirão, o prédio, em formato assimétrico tem cada uma de suas fachadas com uma identidade própria. Enquanto que parece uma pirâmide se observado da “West Side Highway” nos mostra uma dramática fachada verticalizada e envidraçada quando observado da “58th Street”. Voltado para o “Hudson River”, na altura do 3º pavto, se abre um grande vazio na volumetria criando um grande pateo ou praça  que traz o pôr do sol para o interior da edificação. Com fortes características européias o grande páteo central, para o qual se abrem vários apts, é de acesso público conectado as calçadas externas por uma grande escadaria. Assim o público em geral pode subir à praça, conviver com os moradores e ficar observando a vista para “Hudson River”.
O reconhecimento ao projeto veio, em 2015, na eleição como prédio do ano de Nova Iorque, conferida pelo site especializado 6SQFT’S. 
Ficam aqui dois grandes aprendizados: de que é possível, em um único projeto, harmonizar dois conceitos aparentemente conflitantes e que, mesmo em um empreendimento privado, podemos ter uma importante dimensão pública onde não sòmente  os compradores usufruam. 
Fonte: Architect Magazine

 

Comentários