Revista Acontece Sul

CADERNO FATIMA SAÚDE

em Beleza & Saúde - sexta, 08 de maio de 2015


Ainda dá tempo de mudar

 

A maioria de nós tem consciência que os exercícios físicos fazem um incalculável bem para a saúde física e emocional. Porque então, nem todos praticam atividade física? Quando nos questionamos ou perguntamos para alguém o motivo de não praticar exercício físico, a resposta normalmente é instantânea e quase unânime “não tenho tempo”.

A prática de atividade física está intimamente ligada à saúde, uma vez que existem comportamentos que normalmente a acompanham, seja uma alimentação mais adequada, redução do estresse, socialização, eliminação de vícios como o tabagismo e consumo de álcool, e peso mais adequado. A prática esportiva ajuda a reduzir os fatores de risco que levam a doenças crônicas. 

Conforme o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011 – 2022, elaborado pelo Ministério da Saúde, no Brasil, as DCNT correspondem a 72% dos óbitos. A maioria desses óbitos é atribuída às doenças do aparelho circulatório, ao câncer, à diabetes e às doenças respiratórias crônicas. As principais causas dessas doenças incluem fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo nocivo de bebida alcoólica, inatividade física e alimentação inadequada.”

O mesmo estudo aponta que um dos principais fatores de risco para a DCNT é a “atividade física insuficiente”. Estima-se que 3,2 milhões de pessoas morrem a cada ano devido à inatividade física. Pessoas que são insuficientemente ativas têm entre 20% e 30% de aumento do risco de todas as causas de mortalidade. Atividade física regular reduz o risco de doença circulatória, inclusive hipertensão, além de diabetes, depressão e câncer de mama e de cólon. 

 

 

Disposição e conquistas

O atleta Wagner Alencar Hennicka (foto) tem perfil similar a maioria dos atletas amadores, que seguem uma rotina de trabalho, estudos, afazeres domésticos, compromissos diversos e treinos. Hennicka, 27 anos, é analista de informações durante o dia e, à noite, é professor acadêmico.

Conta que, apesar de seu cotidiano exigir muito trabalho e estudo constante, conseguiu se organizar para praticar esportes a partir do momento que abandonou a desculpa de que não tinha tempo. “Eu tinha hábitos pouco produtivos, como assistir televisão e utilizar excessivamente as redes sociais”. Em 2012, ele decidiu participar de corridas, mudando para uma vida com hábitos saudáveis e com mais qualidade de vida. “A escolha pelas corridas de rua foi por causa do dinamismo, com treinos em diferentes horários e locais, sozinho ou em grupo. A cada novo amigo que se conquista, uma história de superação se conhece, por isso, se torna muito prazeroso”, diz ele.

Hennicka, além de tantos afazeres, passou a contribuir com a divulgação do projeto Mão Amiga nas corridas que participa. Bom exemplo a ser seguido.

 


Fonte: Ano 1/ Ed. 02 - Março/2015, Caderno CR & Mania: de bem com a vida - Jornal Correio Riograndense


 

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