Revista Acontece Sul

Grandes cavalos da história

em Cavalos - segunda, 15 de outubro de 2012

Possivelmente Bucéfalo, o inseparável cavalo de Alexandre Magno, foi o cavalo mais famoso da antiguidade.
O encontro do homem mais poderoso da época com sua célebre montaria deu-se da seguinte maneira: o pai de Alexandre, o rei Felipe da Macedônia buscava uns cavalos  para seus exércitos e comprou por equivalente a 12 talentos um belo corcel negro muito grande com luzeiro na testa (mancha branca na fronte), de um olho azul chamado Bucéfalo. Sua apresentação foi muito perigosa, pois o cavalo empinou, corcoveou. O cavalo era indomável, forte e desafiante, pois ninguém conseguia montá-lo, foi recusado pelo rei.
Alexandre Magno então com 12 anos, mas já ativo  no serviço militar comentou que seria imperdoável a dispensa do cavalo, “por não terem a destreza, nem audácia de domá-lo”. O rei Felipe acabou concordando em comprar o cavalo, se o filho conseguisse montá-lo.
Alexandre agarrou o cavalo pelo freio; voltou-o contra o sol, pois tinha percebido que o animal se atormentava ao ver agitar-se a sua sombra e também a sombra dos homens que o cercavam. Acariciou-o com palavras e com a mão, até conseguir acalmá-lo, depois saltou sobre seu dorso, sem lhe  bater, começou a correr pelas redondezas sob aplausos de todos.
Numa versão mais atual temos a história de um clássico da música gauchesca o Tordilho Negro.
Não há dúvidas que Bucéfalo portou seu amo na conquista ao mundo, foi a montaria de Alexandre Magno em grandes batalhas, entretanto ele não o utilizava em longas marchas ou quando inspecionava suas tropas, ele era reservado para o momento decisivo, quando o conquistador se atirava, pessoalmente, em meio ao turbilhão dos combates.
Bucéfalo, o primeiro grande cavalo de batalha a ser registrado pela história, morreu no campo da honra, com idade avançada aos 32 anos na batalha de Hidaspes (no atual Paquistão) quando Alexandre Magno derrotou o rei indiano Poros que derrotado procurou escapar. Alexandre pretendeu lançar Bucéfalo para perseguir o adversário, mas o cavalo estancou. Verificou, então, que o companheiro inseparável  de tantas glórias estava morrendo, tendo sofrido diversos ferimento no pescoço e no flanco. O cavalo ainda regressou  ao passo ao acampamento, sendo atendido com todos os  recursos possíveis  na época, mas de nada adiantou.
Em sua homenagem Alexandre Magno celebrou um solene funeral, sendo Bucéfalo enterrado com todas as glórias marciais. Em sua homenagem Alexandre Magno fundou  a cidade de Bucéfala, reconhecendo que graças ao seu cavalo se devia grande parte do êxito nas guerras em que participou.
Assim o cavalo domado pelo menino, para qual um reino só era pouco, carregou um grande conquistador em seu dorso, através de inúmeras batalhas, até sucumbir na derradeira.
 

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