Revista Acontece Sul

Uma década de serviços à comunidade

em Cidade - segunda, 11 de novembro de 2013


Há dez anos, o Instituto de Medicina do Esporte e Ciências Aplicadas ao Movimento Humano (IME) da Universidade de Caxias do Sul surgiu para atender a comunidade esportiva. Em paralelo, a unidade do Centro de Ciências da Saúde desenvolvia trabalhos de extensão comunitária, especialmente, de reabilitação de pacientes pulmonares e cardíacos. Atualmente, o Instituto expandiu a atuação, investiu em tecnologia e potencializou a inserção comunitária, por meio de parcerias com o setor público e com convênios particulares.

Coordenadora do Instituto, a professora Olga Sergueevna Tairova ressalta que em uma década o espaço estimulou a multidisciplinaridade em saúde. Hoje, Caxias do Sul conta com um instituto de referência em medicina esportiva e na reabilitação cardiovascular e pulmonar. Multidisciplinar, o local reúne profissionais da Medicina, da Fisioterapia, da Educação Física, da Nutrição, da Enfermagem e da Psicologia.

"Poucas instituições contam com uma estrutura como essa, que agrega pesquisa, extensão e ensino em medicina esportiva", ressalta a coordenadora.

 

Um ambiente acolhedor

Darci Poli, de 67 anos, há um ano e meio realiza, duas vezes por semana, exercícios físicos na academia de musculação. Em 2000, recebeu o diagnóstico de enfisema pulmonar. A doença foi resultado de 40 anos em que manteve o hábito de fumar. "Chegava a consumir uma carteira e meia num dia", recorda.

Ao largar os cigarros, adquiriu uma vida mais saudável. Por orientação médica, encontrou o IME, onde integra o grupo DPOC, sigla para denominar pessoas que têm doença pulmonar obstrutiva crônica. Na academia de musculação, turmas regulares fazem exercícios, no mínimo, duas vezes por semana. Antes de começar os treinos, os usuários passam por uma bateria de exames. Avaliação de força e testes de capacidade física e pulmonar são procedimentos aplicados. Com os resultados, os profissionais desenvolvem uma rotina que ajuda a recuperar os pacientes. Atendimento fisioterapêutico e suporte psicológico colaboram no tratamento.

Assim como os pulmonares, os doentes cardíacos buscam melhorar a qualidade de vida, por meio do processo de reabilitação. Atualmente, o grupo que apresenta problemas no coração conta com 215 pessoas. Com 84 anos, Annemarie Luiza Heinke Frigeri frequenta duas vezes por semana o Instituto. Diagnosticada com arritmia cardíaca, mantém uma rotina de cuidados com a saúde. Na academia, faz exercícios aeróbicos, como bicicleta, e de força, como abdominais e alongamentos. "É muito bom vir aqui. Todos são muito atenciosos e cuidam de nós", afirma.

Outros dois grupos, formados por pessoas hemofílicas e por portadores do vírus HIV, são atendidos por profissionais do IME. Os encaminhamentos são feitos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) ou por convênios com planos de saúde.

 

 

 

O Instituto desenvolve atividades de ensino, por meio dos cursos do Centro de Ciências da Saúde. Destaca-se a oferta da pós-graduação Lato Sensu em Reabilitação Cardiovascular e Metabólica. Na pesquisa, são desenvolvidos trabalhos que relacionam a prática esportiva à qualidade de vida. Também funciona como um centro de estudos, principalmente a acadêmicos em fase de produção de trabalhos de conclusão de curso.

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