Revista Acontece Sul

A competitividade nossa de cada dia

em Diversos - tera, 24 de abril de 2012

O dia 26 de março de 2012 ficará marcado como uma data histórica. Mais de mil pessoas - trabalhadores e empresários -  saíram de Caxias do Sul em direção a Porto Alegre para participar do ato público Grito de Alerta – Contra a Desindustrialização e em Defesa da Produção e do Emprego, que  culminou com a entrega de um documento com 22 sugestões de medidas econômicas ao governador Tarso Genro.
Conhecida desde a sua fundação por defender os interesses da classe empresarial, a CIC engajou-se no movimento, caracterizado pela união, respeito e democracia, com o objetivo de evitar o agravamento da situação em Caxias do Sul e Região num futuro muito próximo. Porque também é nossa missão lutar pelo Brasil, pela produção industrial e pelo emprego.
O sentimento geral por parte de trabalhadores e empresários é da necessidade urgente de união em torno da preservação de um parque fabril que foi construído por todos com muito esforço, durante décadas. Não somos contra as importações, desde que sejam feitas quando não exista produção nacional para o bem a ser importado, quando elas são capazes de agregar valor e desenvolvimento tecnológico aos produtos brasileiros e somente quando não significarem o desmantelamento da indústria brasileira e a perda de empregos. 
Ainda vivemos em uma Região privilegiada por ter uma diversificação industrial e, por isso, os reflexos da desindustrialização ainda não são plenamente sentidos. Porém, nosso alerta é de que, a perdurar este cenário, as perspectivas podem não ser animadoras.
O fato é que a situação vem se agravando e as entidades patronais e entidades que representam os trabalhadores entendem que é necessário aumentar o nível de pressão sobre o governo e, ao mesmo tempo, chamar a atenção para as consequências que este processo de desindustrialização trará à sociedade.
O que reivindicamos são medidas emergenciais de desoneração mais amplas, que abranjam todos os setores, e não apenas alguns, como tem sido feito até aqui pelo governo federal. Sabemos que o problema da competitividade industrial no Brasil é interno. Qualquer coisa no Brasil é mais caro do que em qualquer outro país do mundo: infraestrutura, logística, insumos, geração de empregos...tudo é penalizado! O custo de qualquer um destes itens é maior do que qualquer custo internacional. E quem ganha com isso? Os brasileiros é que não são.
Além disso, ainda temos de enfrentar uma carga tributária exorbitante, infraestrutura precária ou inexistente, baixos índices de produtividade, corrupção e falta de investimentos. Infelizmente, o governo não tem implementado ações capazes de reverter o atual quadro de desindustrialização. Basta olharmos para a queda da participação industrial no PIB brasileiro e de Caxias do Sul, que está estagnado há seis meses. Uma cidade com um parque industrial fragilizado representa um comércio e um setor de serviços também enfraquecidos.
Por razões como essa, em que é chegada a hora de dar um basta em políticas econômicas que impedem o avanço do Brasil rumo ao pleno crescimento, é que estamos engajados nesta grande mobilização, ao lado de outras dezenas de entidades empresariais e de trabalhadores que defendem a retomada da indústria nacional.
Qualquer governo só se mobiliza mediante pressão, por isso é de fundamental importância que nossas empresas se engajem neste movimento para mudarmos este estado de coisas em nosso País. Essa é a nossa chance!
 

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