Revista Acontece Sul

Pilote equipado

em Diversos - segunda, 04 de junho de 2012

A poucas décadas atrás, pilotava-se motos sem capacete, e os fabricantes de motocicletas, anunciavam  que a grande emoção seria sentir o vento no rosto. Os motores de grande parte das motocicletas disponíveis em nosso mercado eram  dois tempos. Motos de alta cilindrada eram muito raras, e a frota de uma cidade não enchia os dedos de uma mão.
O motociclismo mudou, a população cresceu, mais fabricantes chegaram. A aquisição de motocicletas tornou-se algo muito acessível. Os engarrafamentos se proliferaram, as vagas de estacionamento estão cada vez mais escassas e o uso da moto cada vez mais necessário, seja como meio de transporte pessoal, profissional ou até como hobby, alternativa para fugir do stress diário. No ano passado a produção de motocicletas no Brasil bateu novos recordes, ultrapassando a marca de dois milhões. Hoje até mesmo quem nunca andou de motocicleta, depende delas, através dos mais variados serviços, seja para receber ou entregar, um remédio, um jornal, uma pizza, etc.
Deixando o sensacionalismo de lado, é obvio, com este aumento gigantesco de motocicletas circulando, aumentou também o número de acidentes. Questão puramente matemática. Parte-se do princípio que todos os motociclistas estão sujeitos a sofrer algum tipo de acidente com motocicleta, tanto quanto, qualquer cidadão mesmo não sendo usuário deste meio de transporte, mas estando vivo, está sujeito a sofrer algum tipo de acidente.
Acredito que o prudente para quem pensar em adquirir uma motocicleta, seria separar parte da verba disponível a compra da moto e direcionar para equipamentos de segurança pessoal. Hoje a indústria mundial destinada a estes produtos  está muito avançada. Porém não pouco comum vermos  motociclistas de camiseta e calça jeans, chinelo e bermuda, tênis e moletom... Observem.
Segue alguns exemplos de proteção.
1) Protetor de coluna: Elimina praticamente 100% da possibilidade de uma lesão de medula, os mais avançados são postos exaustivamente a prova nas pistas de competição, resultando em uma construção que proporciona uma excelente absorção de impactos.
2) Luva de proteção: Recomendo as de couro pois oferecem maior resistência a abrasão, de preferência com Kevlar na palma da mão e uma proteção rígida em cima para evitar fraturas, alguns modelos ainda trazem  um sistema que une os dois últimos dedos,  evitando a separação e consequente quebra dos dedos. Melhor ainda se tiverem um formato pré curvado e costuras externas aumentando assim a sensibilidade e conforto.
3) Jaqueta de proteção: Importante lembrar que o objetivo não é o conforto, mas sim a proteção, o certo é que seja justa ao seu corpo, garantindo assim que em uma queda as proteções de ombro e cotovelo não irão se deslocar, caso contrário você não estará protegido. Algumas possuem ainda compartimento para proteção peitoral.
Se os produtos de proteção existem, porque não se proteger, e se você tem eles em casa, use. O cúmulo do desleixo, é se machucar em uma queda, por acreditar que para aquele curto trajeto que ia fazer não precisava usar os equipamentos, que foram comprados para usar. 
Em se tratando de proteção ao seu corpo, se puder escolher, não aceite nada menos que o melhor, pois você é mais importante que a moto.

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