Revista Acontece Sul

CRÔNICA

Por Crônica - Pedro Fattori em Diversos - quinta, 07 de agosto de 2014


Década perdida

Entre uma eleição e outra é comum nos esquecermos das promessas de uma classe de políticos calculista, interesseira e inepta. O livro Década Perdida - Dez Anos do Partido dos Trabalhadores no Poder (2003/2012), analisa os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os dois primeiros anos da gestão de Dilma Russeff. Reconstrói ano a ano, destacando os fatos relacionados diretamente à forma petista de assaltar, tomar e aparelhar o estado para seu “projeto criminoso de poder”, nas palavras do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. 

O autor é claro e enfático em suas afirmações: Vivemos um tempo sombrio, uma época do vale-tudo. Desapareceram os homens públicos. Foram substituídos pelos políticos profissionais. Todos querem enriquecer a qualquer preço. E rapidamente. Não importam os meios, garantidos pela impunidade, sabem que se forem apanhados têm sempre uma banca de advogados, regiamente pagos, para livrá-los de alguma condenação. 

O livro relata os escândalos de corrupção – e foram tantos – que não representaram um ponto fora da curva. Era parte do projeto de poder, no qual não se dissociou, em momento algum, o interesse público do partidário – e, algumas vezes, do simples atendimento aos interesses privados da sua liderança, como no escândalo do mensalão. Aliás, com a saída precoce de cena do Ministro Joaquim Barbosa em 30 de junho, os mensaleiros em seguida tiveram a vida aliviada sob a batuta agora do Presidente Lewandowski que tudo atrasava, acelerou em favor do bando preso.

E denuncia: vivemos anos marcados pela hipocrisia. Não há ideologia. Longe disso. A disputa política é pelo poder, que tudo pode e no qual nada é proibido. O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação. É uma República bufa, uma República petista.

Em a Década Perdida - Dez Anos do Partido dos Trabalhadores no Poder (Marco Antonio Villa, 275 pg. Ed. Record), mostra como agem esses aproveitadores e identifica os agentes políticos profissionais que de longa data vem sacrificando o país por interesses pessoais. 

 

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