Revista Acontece Sul

JUSTIÇA

em Diversos - quarta, 04 de maro de 2015


Democracia

 

No ano de 1789, na França, houve uma revolução, estimulada pela burguesia, dando início à idade contemporânea. 

Voltemos a 1789, na França. Lá, haviam três Estados: Clero (1º Estado), Nobreza (2º Estado) e o Povo (3º Estado). O povo era integrado por camponeses, pela grande burguesia (banqueiros, grandes empresários), média burguesia (profissionais liberais), pequena burguesia (artesãos e comerciantes) e sans-culottes (tinham este nome porque não usavam os calções curtos com meias típicos da nobreza, eram os assalariados e desempregados). O povo era quem pagava os impostos e tinha que arcar com todas as despesas do Clero e da Nobreza. 

Com a economia em crise, e aumento dos impostos, o povo, em 14 de julho, tomou a prisão da Bastilha, liberando os inimigos políticos do rei. O regime feudal e a monarquia foram abolidos, e foi instalada uma Assembleia Nacional Constituinte, que, entre outras decisões, estabeleceu: igualdade jurídica; fim dos privilégios do clero e nobreza; liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do Estado); separação do Estado da Igreja; e, três poderes criados (Legislativo, Executivo e Judiciário). E restabelecida a Democracia.

Hoje, no Brasil, estamos muito mais próximos da Monarquia, com um Executivo com amplos poderes, e os demais sem ação. No Legislativo, tanto na esfera federal, estadual, como municipal, sem uma oposição. Siglas partidárias de aluguel sustentam de Presidentes a Prefeitos, que absorvem a figura do Rei. Distribuem benefícios, convivem com corrupção, empregam afilhados, e aumentam impostos de quem trabalha e produz. 

Uma Democracia impede a existência de governos corruptos, imediatamente. E os governos medíocres, que só olham para seu umbigo, serão substituídos na próxima oportunidade de voto, pois o mesmo povo não quer a permanência do não satisfatório. Torço pela volta da Democracia!

 

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