Revista Acontece Sul

ARTE - ART in New York city

em Diversos - quarta, 01 de julho de 2015


O título desta coluna poderia estar escrito em português: arte na cidade de Nova Iorque, mas estou ainda no ritmo da II Missão Acadêmica UCS/New York, que tive o prazer de coordenar no final do mês de maio, junto a um fantástico grupo de estudantes e interessados por arte. O objetivo principal da viagem é promover e ampliar o conhecimento da história da arte e da arte contemporânea através da visitação de grandes museus. Andar de olhos bem abertos é a primeira dica para conhecer a Big Apple: o cenário perfeito para quem se interessa pela arte em todas as suas nuances.

A crítica de arte americana Sarah Thornton escreveu em 2010 o livro “Sete dias no mundo da arte” onde apresenta os principais conceitos que regem o sistema complexo da arte contemporânea, e New York City é uma das estrelas desse sistema. Brincando com o título do livro, fomos além, passamos “oito” dias na maior capital da arte do Continente Americano.

O mais famoso museu da cidade - e um dos maiores do mundo - o Metropolitan Museum of Art, funciona ininterruptamente todos os dias da semana e aproxima o visitante da arte de todos os tempos, desde os primitivos até os contemporâneos. É a primeira parada obrigatória!

O MoMA, Museum of Modern Art, fundado em 1929, no auge da arte moderna, tem no seu acervo grandes nomes da arte do século XX, tais como Marcel Duchamp, Pablo Picasso, Salvador Dalí e Andy Warhol, mas sua essência vanguardista apresenta grandes mostras contemporâneas, que dialogam com um acervo impecável.

A Frick Collection é um prazer garantido aos mais conservadores e amantes dos grandes mestres, tais como Rembrandt, Goya e Turner, numa impecável coleção de obras de artistas europeus harmonizadas com um histórico e requintado mobiliário de diferentes épocas e estilos. 

O Guggenheim Museum é a arquitetura escultórica (ou escultura arquitetônica?) de Frank Lloyd Right, cujo vão central, acompanhado lateralmente pela famosa rampa em espiral, privilegia exposições em que o espaço é um dos protagonistas da obra.

O novo Whitney Museum of American Art, inaugurado no início de maio,  com projeto assinado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, está localizado num dos espaços mais cultuados de NY, a High Line, no Meatpacking District. O museu apresenta aos seus visitantes a arte essencialmente americana, com pitadas de artistas estrangeiros que fizeram história nos EUA. A vista para o Rio Hudson ao final do dia é impagável. É lamentável o museu fechar às 18 horas, antes do por do sol.

Além de voltar com os olhos cheios de arte, para conhecer um pouquinho mais de Nova Iorque é preciso passear pelo Central Park, ver a cidade do alto do Empire State Building e do Rockfeller Center, ou pelo subsolo de metrô, passar por Wall Street e a Brooklyn Bridge, visitar a Estátua da Liberdade e encantar-se com as luzes ininterruptas da Times Square e suas dezenas de teatros on e off Broadway. E perder-se pelas ruas do Soho, de Chinatown e Little Italy ou entre a 5a, a 6a e todas as grandes avenidas, é perceber-se um voyeurno meio da multidão internacional que, numa simbiose visual, mistura-se ao trânsito contínuo dos famosos táxis amarelos que circulam 24 horas por dia, nesta que é dita “a cidade que nunca dorme”.

 

 

Acontece em ARTE  - Exposição in vitro, de Leila Balen -  de 03 a 31 de julho de 2015, na Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim, Rua Dr. Montaury, 1333, Centro, Caxias do Sul.

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