Revista Acontece Sul

Melodia da vida

Por Etiqueta - Regyna de Queiroz Gazzola em Diversos - quinta, 08 de outubro de 2015


Foi no dia 16 de agosto que tive a família reunida almoçando aqui em casa. Como gosto desses momentos, com todos reunidos em torno da mesa. A cada quinze dias isso acontece. Depois, saíram mais cedo para aproveitar a tarde, que ainda estava agradável.                                                                                                                                  

Sozinha, liguei a televisão e procurei assistir a um filme, encontrado ao acaso. Melodia da Vida. Era a história de um professor dedicado de modo especial aos seus alunos. A escola vivia problemas para se manter, e ele, a fim de sensibilizar a comunidade, resolveu organizar uma banda entre os alunos que conheciam música. Essa atitude fez com que ele se aproximasse ainda mais da vida e dos problemas de cada um dos participantes da banda. Parecia que tudo conspirava contra, as famílias, pais e mães separados, falta de dinheiro, tudo. Mas ele continuou, prometendo à diretora que a música executada por esses jovens ia tocar o coração da alta cúpula que tomara a decisão de fechar a escola.

A dedicação desse mestre venceu o problema e, além desse, alguns outros ligados às famílias. Ele foi um verdadeiro mestre, que não apenas transmitia ensinamentos em sala de aula, mas que pensava em ajudar o crescimento de seus alunos em todos os sentidos. Esse filme levou-me a um devaneio sentimental, quando me lembrei de outra mestra, que convidava suas alunas a irem ensaiar declamação, graciosamente, em sua casa, para que elas procurassem exteriorizar sua fala com o coração, dando ênfase a cada verso, fazendo com que os gestos das mãos também se harmonizassem com a poesia. Essa mestra dedicou 53 anos de sua vida ao magistério e marcou, de forma positiva, todas as suas alunas normalistas, inclusive eu. Essa professora dedicada foi minha mãe, de quem sinto uma saudade imensa. 

Enquanto pensava nela, ouvi movimentação vinda da rua. Fui à janela e vi que era a passeata de repúdio à corrupção e às injustiças  que nosso povo está sofrendo. As pessoas vinham vestidas de verde e amarelo, cantando o Hino Nacional. Fiquei com os olhos marejados de lágrimas diante dessa cena. Era gente nossa, que carregava uma esperança em cada passo. 

Nesta crônica, que será publicada em outubro, eu quero saudar os mestres e mestras, que se doam à educação da infância e da juventude de nosso país, neste mês em que se comemora o Dia do Professor.

Mas não posso deixar de mencionar que o povo brasileiro merece um país honesto, e que o Brasil não pode mais continuar “deitado eternamente em berço esplêndido”. 

Levanta, Brasil! Teu povo ainda espera ser feliz nesta terra “abençoada por Deus e bonita por natureza”.    

 

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