Revista Acontece Sul

ECONOMIA - 2 0 1 6

Por Economia - Mauro Corsetti em Economia e Negócios - quinta, 11 de fevereiro de 2016

2016 começa de forma bem diferente do que o ano anterior. 2015 iniciou de forma até auspiciosa. Governo novo, reeleito, portanto sem o compromisso de se preocupar com reeleição. Esperança de que isso poderia levar a um governo melhor, mais racional, e mais comprometido com a população. Novo ministro da fazenda, com um bom pedigree, vindo da iniciativa privada, com conhecimento, experiência e, sobretudo, vontade de acertar. Dizia-se, até, que com o apoio da Dilma. Perspectiva de um superávit fiscal primário, se não emocionante, pelo menos razoável: algo como 1,1 % do PIB. E por aí vai (ou se acreditava que iria...).
O tempo acabaria por mostrar que essa esperança iria gradualmente se desvanecer, e viria a ser substituída por uma frustração que foi aumentando cada vez mais ao longo do ano. O resto todos sabemos.
Este ano começa de forma radicalmente oposta: um grande pessimismo e desesperança generalizada. Há um consenso quase que unânime entre os analistas e especialistas no mercado de que teremos em 2016 a continuidade e o aprofundamento da recessão que sofremos em 2015. Nos primeiros dias de Janeiro, as previsões se situavam na faixa de 2,5 a 3% de queda do PIB. Mas logo o próprio FMI viria a mostrar um número ainda pior: 3,5% de retração. O que gerou uma grande polêmica, inclusive pelas declarações do presidente do Banco Central, acusando o golpe, e por isso sendo muito criticado. 
O pessimismo, portanto, se justifica. E é fácil de compreender por que. Mesmo com a troca do ministro da fazenda, com a saída do Levy e a entrada do Barbosa, a política econômica continua a mesma. Pior, deverá se agravar, pois a ideia é de voltar a utilizar a política praticada nos anos anteriores, que levou o Brasil a essa péssima situação. E também à péssima avaliação da Dilma e seu governo. O que vem aumentando as apostas de que ela poderá não chegar ao final do seu mandato. 

 

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