Revista Acontece Sul

PEDRO HORN SEHBE

Por Valquíria Vita - TXT Produção de Conteúdo em Lado B - tera, 19 de setembro de 2017

Depois de uma experiência no Exterior, ele escolheu Caxias para viver, para colocar em prática o que aprendeu fora daqui e tocar os negócios da família como representante da sua quarta geração

 

Pedro Horn Sehbe nasceu no primeiro dia de inverno de 1988. Os pais, Antonio Casagrande Sehbe e Maria Lúcia Horn Sehbe (conhecida como Tuty), criaram Pedro e o filho mais velho, Antonio, em Caxias do Sul, cidade da família que também frequentava a casa de praia de Torres e a fazenda em São Francisco de Paula. “Tenho excelentes memórias da minha infância”, conta Pedro. “A Casa Magnabosco e o Samuara são como uma segunda casa para mim. Diariamente, quando entro aqui na loja, é impossível não reviver um pouco deste tempo. São cheiros, passagens, memórias em família... O mesmo quando vou ao Samuara. Brinquei muito naqueles jardins e valorizo muito o contato com a natureza, a tranquilidade que ela passa.”
Hoje, Pedro é diretor das Lojas Magnabosco e gestor de projetos da Samuara Empreendimentos Imobiliários. Mas o envolvimento ativo com os negócios da família começou há apenas alguns anos. Antes, ele teve experiências fora de Caxias do Sul. Saiu de casa cedo: aos 17 anos, mudou-se para Porto Alegre onde cursou Administração na ESPM e ingressou no mercado financeiro como analista. Foi na Capital que ele conheceu Paula Azevedo, com quem se prepara para casar em março. Depois, mudou-se para a França, onde viveu por três anos. Lá, fez mestrado em marketing e trabalhou em uma grande indústria de moda esportiva. “Morar na França foi uma super experiência profissional e de vida. Vivi o universo acadêmico em Paris e o mercado de trabalho em um país que respira moda e esporte. Foi um contato muito intenso com a cultura europeia.”
Ao retornar ao Brasil, em 2013, aos 25 anos, decidiu, juntamente com a sua família, que podia ser a hora de se envolver com os  empreendimentos familiares. “Voltar para Caxias foi super tranquilo. Eu adoro, sempre gostei de Caxias, foi muito fácil voltar. Vim super preparado e realizado pelas experiências fora. Foi uma volta pensada, suave”, diz Pedro, justificando o amor por Caxias: “É o lugar das minhas raízes, onde tenho minha família, meus grandes amigos e alguns dos locais que curto frequentar”.
Para acompanhar o andamento dos dois negócios – mais de perto, o Magnabosco, onde passa a maior parte do tempo – ele diz que “tenta se desdobrar ao máximo para participar de tudo”. O dia, para ele, começa sempre cedo. “Eu tenho um relógio biológico que desperta às 6h30. Às 7h, para mim, já é quase tarde. Tenho horários para meus esportes também, que não abro mão. Gosto de jogar tênis de meio dia, nadar no fim de tarde, de correr no Samuara e de fazer yoga, que é algo importante para o equilíbrio mental”, conta Pedro, que também é surfista: “Não fico muitos finais de semana sem encontrar o mar.”
Sobre a sua ligação com a moda, ele acredita “que compõe um pouco do DNA”, já que as duas famílias, Sehbe e Magnabosco, têm fortes vínculos com a indústria têxtil, de moda e com o varejo de confecção no Rio Grande do Sul. “Meu avô Miguel Sehbe transmitiu o amor por este universo, era um apaixonado pelos tecidos, pelo acabamento das roupas que criava. Repetia sempre aos netos que elegância era essencial, principalmente se acompanhada de linho no verão, lã no inverno e seda o ano inteiro”, conta. “Sou a quarta geração da família Magnabosco no negócio. No seu momento, cada uma das gerações soube dar o seu melhor para que a empresa continuasse crescendo e participando da cidade”, diz Pedro, explicando que, ao assumir o Magnabosco, deu continuidade a um processo, acompanhando as mudanças no mundo da moda e no jeito de consumir. “Tem uma frase de Darwin que eu gosto muito que é ‘Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.’”
No Magnabosco, onde está implementando inúmeras modificações, quem o vê enxerga algo bem diferente do que pode imaginar da rotina de um diretor. Na sala no terceiro andar com vista para a Praça Dante, ele passa apenas algumas horas. Na maior parte do tempo, ele está circulando pela loja, observando comportamentos de compra, pensando na experiência e na curadoria de produtos, ajudando na organização de vitrines e na gestão das redes sociais, conversando com funcionários e clientes. Sempre fazendo isso da forma mais natural. “Eu entendo que o sorriso é a coisa mais importante do nosso dia a dia. O sorriso abre portas, ele torna as coisas mais agradáveis. Tu ser agradável com as pessoas e conseguir se projetar no lugar do outro é muito importante. E isso pode sempre ser feito com leveza de um sorriso.”

 

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